
Nova Iorque, 30 mar (Lusa) – Brasil, Cabo Verde e Angola são os paÃses lusófonos potencialmente mais afetados pelo novo imposto de ajustamento fronteiriço atualmente em discussão nos Estados Unidos porque são os que têm mais dÃvida soberana pública em dólares.
De acordo com uma análise da agência de notação financeira Fitch, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, estes três paÃses lusófonos têm mais de 20% da sua dÃvida pública em dólares, ficando mais expostos à valorização do dólar, um dos efeitos mais prováveis do novo imposto.
“Uma apreciação significativa do dólar norte-americano levaria a um aumento do peso da dÃvida e do custo de servir a dÃvida para os paÃses emergentes e para as empresas públicas desses paÃses com dÃvida significativa em dólares”, escrevem os analistas da Fitch na análise à lei, cujo objetivo geral é penalizar as importações, subindo o imposto pela entrada no paÃs de produtos estrangeiros.



