
Cairo, 28 mar (Lusa) — Centenas de civis morreram em bombardeamento no interior das suas casas ou em refúgios depois de o Governo do Iraque lhes ter pedido para não fugirem durante a ofensiva na cidade de Mossul, denunciou hoje a Amnistia Internacional.
Testemunhas e sobreviventes que residem a este de Mossul, norte do Iraque, zona reconquistada ao grupo extremista Estado Islâmico no final de janeiro, asseguraram à Amnistia Internacional (AI), que receberam instruções das autoridades iraquianas para ficarem em casa e não fugirem.
“As provas reunidas a este de Mossul mostram uma pauta constante e alarmante de ataques aéreos da coligação, liderada pelos Estados Unidos, que destruíram casas inteiras com famílias que se encontravam no seu interior”, assegurou a conselheira de resposta a crises da AI, Donatella Rovera.
