Lisboa, 15 jan (Lusa) – A presidente do Sindicato dos Jornalistas, Sofia Banco, instou hoje o ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, a pôr fim já “na segunda-feira” à situação de “ilegalidade” que é a precariedade na RTP, uma empresa pública paga pelos contribuintes.
“Senhor ministro da Cultura, vou entregar-lhe um documento assinado por 200 pessoas que cá estiveram, chama-se ‘A precariedade no jornalismo ameaça a democracia’ e convido-o a que reflita rapidamente sobre esta situação, mas sobretudo que acabe urgentemente [amanhã], segunda-feira, com a ilegalidade que se passa na televisão e na rádio pública que nós pagamos”, disse Sofia Branco na sessão de encerramento do 4.º Congresso de Jornalistas, que hoje terminou em Lisboa.
Na sua intervenção, proferida durante o painel de encerramento do quarto e último dia do Congresso, que contou também com a presença dos representantes dos acionistas dos órgãos de comunicação social, da tutela e das organizações representativas do setor, Sofia Branco revelou que foi aprovada uma moção da direção do sindicato, “por unanimidade e aclamação”, sobre a precariedade, seja ela “no formato de despedimentos, nomeadamente de jornalistas mais velhos ou na figura dos falsos recibos verdes” e que será enviada a Castro Mendes.
