
Lisboa, 02 nov (Lusa) – O líder parlamentar do PSD disse hoje que seria “uma vergonha nacional” os partidos não se conseguirem entender sobre os deveres de transparência dos gestores públicos, considerando que não deverá ser necessário “forçar” o Tribunal Constitucional a pronunciar-se.
“Seria um perfeito absurdo, uma vergonha nacional que partidos que pensam exatamente a mesma coisa sobre uma determinada matéria não possam chegar a um entendimento quando à redação de uma norma para a concretizar, isso seria anedótico, seria uma vergonha, eu sentir-me-ia como parlamentar envergonhado”, afirmou o presidente da bancada do PSD, Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas no parlamento.
Falando sobre os dois diplomas hoje entregues pelo PSD, que correspondem ao desdobramento do projeto de lei que o partido entregou na sexta-feira para fixar na lei os critérios de “razoabilidade e adequação” nos salários dos gestores públicos e garantir que a administração da Caixa Geral de Depósitos fica obrigada aos deveres de transparência, Luís Montenegro recordou que, em relação à última questão, “todos os partidos sem exceção já se pronunciaram publicamente no sentido de ser aplicada também à administração da Caixa o regime dos gestores públicos e de toda a administração”.
