
Lisboa, 15 jul (Lusa) – O economista-chefe do departamento de ajuda externa do Governo do Reino Unido (UK-AID) considerou hoje à Lusa que os atrasos nos grandes projetos em Moçambique podem ser positivos, porque dão mais tempo para preparar a economia.
Em entrevista à Lusa, Stefan Dercon disse que “As perspetivas serão mais lentas por causa dos preços baixos das matérias primas, mas isso não é necessariamente uma coisa má, porque vai dar mais tempo ao país para pensar mais cuidadosamente sobre como fortalecer a gestão económica, fazer reformas estruturais e de elementos de transparência política para ser um país mais credível para receber investimentos a longo prazo”.
Falando à Lusa à margem da conferência ‘Desenvolvimento Económico em África’, organizada pela Faculdade de Economia da Universidade Nova, e que decorre até hoje em Lisboa, o também professor de Economia na Universidade de Oxford acrescentou que o adiamento nos megaprojetos de exploração dos recursos naturais moçambicanos vão permitir ao Governo “pensar mais cuidadosamente sobre onde e como vão ser aplicadas as receitas”.
