
Lisboa, 17 mai (Lusa) – O financiamento da Segurança Social com impostos sobre os lucros é uma hipótese que o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social admitiu hoje estudar, mas desde que substitua fontes de financiamento e não aumente a taxa contributiva.
À margem de um debate sobre o papel do Estado, dos privados e dos particulares nas reformas, promovido hoje em Lisboa, o ministro Vieira da Silva reafirmou a intenção do Governo de lançar “uma discussão organizada” na Concertação Social sobre o financiamento da Segurança Social.
“É possÃvel discutir um alargamento, não no sentido do aumento da carga fiscal mas no sentido de o financiamento ser menos concentrado apenas no fator trabalho”, afirmou o governante, reafirmando que a sua perspetiva não é o de reforçar essa dimensão contributiva, mas apenas de encontrar “outras formas de financiamento” que não estejam “apenas” dependentes do fator trabalho.



