HEALTH CANADA VAI REVER SEGURANÇA DO IMPLANTE DE CONTROLE DE NATALIDADE ESSURE

Implante de controle de natalidade chamado Essure. (Bayer Healthcare Pharmaceuticals, Inc. via AP)
Implante de controle de natalidade chamado Essure. (Bayer Healthcare Pharmaceuticals, Inc. via AP)
Implante de controle de natalidade chamado Essure. (Bayer Healthcare Pharmaceuticals, Inc. via AP)
Implante de controle de natalidade chamado Essure. (Bayer Healthcare Pharmaceuticals, Inc. via AP)

A Saúde Canadá está a elaborar uma revisão de segurança para o dispositivo de controle de natalidade Essure, um implante colocado nas trompas de falópio que levou a milhares de queixas médicas na década desde o seu lançamento.
O dispositivo de controle de natalidade é muitas vezes descrito como o único método permanente, não-cirúrgico de controle de natalidade para as mulheres. Ele age bloqueando o esperma de alcançar os óvulos de uma mulher com um dispositivo intrauterino de metal.
Pelo menos 750.000 mulheres na América do Norte receberam o implante Essure desde 2002. Mas o pequeno dispositivo provocou milhares de queixas nos EUA e Canadá, com as mulheres a dizer que sofreram fortes dores, sangramento e reações alérgicas depois de receber o Essure.
A Food and Drug Administration dos EUA ordenou alertas de “caixa negra” no Essure para advertir os consumidores dos possíveis riscos. A Saúde Canadá também estudou o dispositivo e o seu relatório, previsto para ser lançado na primavera deste ano, poderá levar a práticas de rotulagem semelhantes no Canadá.
Reclamações sobre o Essure foram compartilhadas online através de um grupo no Facebook com cerca de 30.000 membros. A página “Essure Problems” é uma caixa de ressonância para as mulheres trocarem impressões sobre histórias pessoais e as preocupações com o implante.
Em comunicado, a Bayer, o fabricante alemão por trás do Essure, disse que a segurança dos pacientes é a principal “prioridade” da empresa.
Quando perguntado sobre a ação judicial, a empresa disse que não comenta sobre processos judiciais ativos “por uma questão de política”.
O advogado Tony Merchant, cujo Merchant Law Group lançou o litígio, diz que 120 mulheres entraram em contato com o seu escritório por causa do Essure. Ele acredita que mais pessoas poderão seguir o exemplo.

Fonte: CTV News