MAIS DE 90% DOS PORTUGUESES COM POUCO ACESSO A INTERNAMENTO DE CUIDADOS CONTINUADOS

LusaLisboa, 18 jan (Lusa) — Mais de 90% da população portuguesa tem baixo acesso às unidades de internamento da rede nacional de cuidados continuados integrados, e as situações mais graves estão no Norte e na grande Lisboa, revela hoje um estudo da entidade reguladora.

O número de camas para satisfazer as necessidades de cuidados continuados e paliativos deveria ser de 14.640, mas nem metade desta meta foi atingida, sendo o caso dos cuidados de convalescença o mais gritante, com 95% dos portugueses a apresentarem dificuldade de acesso.

O Estudo “Acesso, qualidade e concorrência nos Cuidados Continuados e Paliativos”, da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), identificou “um acesso baixo”, de 93% da população, a todas as unidades de internamento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI), o que significa que o “número de camas é insuficiente face às metas estabelecidas”.