Luanda, 15 jan (Lusa) – O líder da seita angolana “Kalupeteka”, que responde em tribunal por homicídio devido a confrontos com a polícia, não foi notificado para testemunhar no julgamento dos 17 ativistas acusados de rebelião, disse à Lusa o seu advogado.
José Julino Kalupeteka, que também dá nome à seita ilegal “A luz do mundo”, foi ‘indicado’ para o cargo de Presidente da República numa lista escolhida nas redes sociais para um governo de salvação nacional em Angola, documento que é uma das provas da acusação contra os ativistas em julgamento em Luanda, 15 dos quais em prisão domiciliária.
Em declarações à Lusa, David Mendes, advogado de defesa de Kalupeteka – detido no Huambo desde os confrontos entre fiéis e a polícia que em abril último provocaram mais de 20 mortos – afirmou que aquele não foi notificado para testemunhar no processo de Luanda, apesar da intenção de o tribunal em ouvir, enquanto testemunhas, os cerca de 50 elementos indicados na lista para o alegado governo de salvação nacional.
