
Lisboa, 02 jan (Lusa) – As únicas eleições presidenciais da democracia portuguesa que obrigaram a uma segunda volta realizaram-se há 20 anos, entre Freitas do Amaral e Mário Soares, e duas décadas depois há candidatos que equacionam uma repetição de 1986.
Nas eleições de 26 de janeiro de 1986, Diogo Freitas do Amaral obteve 46,31% dos votos, Mário Soares 25,43%, Francisco Salgado Zenha 20,88% e Maria de Lurdes Pintasilgo 7,38%, e a abstenção foi de 24,62%.
Com este resultado, nenhum dos candidatos conseguiu mais de metade dos votos validamente expressos, o que obrigou a um segundo sufrágio, realizado a 16 de fevereiro de 1986, que Mário Soares venceu com 51,18% dos votos, contra 48,82% de Freitas do Amaral, e com a abstenção nos 22,01%.
