Lisboa, 27 dez (Lusa) — O combate ao tráfico de seres humanos e ao terrorismo faz-se essencialmente pela cooperação entre serviços de informações e embora muito tenha já sido feito, ainda há muito a fazer, defendeu o ex-comissário europeu António Vitorino.
Em entrevista à agência Lusa, Vitorino recusou a confusão entre migrantes e terroristas, referindo por exemplo que “todos os implicados nos atentados de Paris eram europeus”, mas admitiu que ninguém pode assegurar que os que entraram em 2015 na União Europeia eram “um milhão de santos”.
A resposta, defendeu, passa pela identificação rápida dos potenciais terroristas e isso “não se faz reinstaurando os controlos dentro das fronteiras de Schengen”, “faz-se através da cooperação policial, da cooperação judiciária, da troca de informações”.
