
A saúde mental no Canadá está a piorar, mas os canadianos estão mais dispostos a falar sobre o assunto. É o resultado de um recente estudo do instituto de pesquisa, Ipsos.
A pandemia não tem dado tréguas aos canadianos, que se sentem mais vulneráveis e vêm a saúde mental ficar cada vez mais afetada. No entanto, uma maioria está mais recetiva a abordar esse assunto. Quem o diz é a empresa de pesquisa de mercado, Ipsos, num recente estudo.
De acordo com a pesquisa, cerca de metade dos entrevistados é atualmente considerada de ‘alto risco’. A boa notícia é que a mesma metade está mais aberta a discutir os problemas com a família, profissionais de saúde ou até publicamente nas redes sociais.
Segundo o Ipsos, nota-se um grande aumento da partilha de experiências com a saúde mental em relação ao último estudo feito sobre o tema, em abril de 2018. Na altura, apenas 41% dos canadianos estavam recetivos a essa partilha.
Por outro lado, o número de canadianos na condição de ‘alto risco’ aumentou desde o início da pesquisa, em 2015. Passou de pouco mais de 30% para 50%. A condição de ‘alto risco’ inclui qualquer combinação de altos níveis de stress, depressão, automutilação e pensamentos suicidas.
Na verdade, a pesquisa sugere que quase 1 em cada 10 canadianos já ponderou o suicídio ou a automutilação várias vezes durante o ano passado.
O estudo também apurou que as mulheres enfrentam mais problemas de saúde mental de ‘alto risco’ do que os homens, embora em pouca percentagem. O mesmo acontece para os indivíduos com baixos rendimentos.
E sem esquecer que uma grande maioria dos jovens canadianos também é a mais afetada em comparação a gerações mais velhas, como a ‘baby boomer’.
As províncias de Ontário, Alberta e do Atlântico são as regiões que mais reúnem canadianos afetados.
Ainda assim, a pandemia da Covid-19 veio criar um ambiente mais aberto para a partilha de experiências e para o diálogo sobre os problemas relacionados com a saúde mental.
