22 MILHÕES VÃO PARA VÍTOR GASPAR

Um quinto do primeiro prémio desaparece logo à partida para pagaroimposto do selo que o ministro das Finanças decidiu aplicar aos jogos em janeiro
Um quinto do primeiro prémio desaparece logo à partida para pagaroimposto do selo que o ministro das Finanças decidiu aplicar aos jogos em janeiro
Um quinto do primeiro prémio desaparece logo à partida para pagaroimposto do selo que o ministro das Finanças decidiu aplicar aos jogos em janeiro
Um quinto do primeiro prémio desaparece logo à partida para pagar o imposto do selo que o ministro das Finanças decidiu aplicar aos jogos em janeiro

São 112 milhões de euros que estão hoje a concurso no sorteio do Euromilhões. Um jackpot que se for atribuído em Portugal, a um único totalista, diminui para 89,6 milhões de euros. A diferença, cerca de 22,4 milhões, desaparece das mãos do vencedor e aparece nos cofres do Ministério das Finanças. O imposto do selo, que Vítor Gaspar mandou aplicar em janeiro aos jogos da Santa Casa, retira 20 por cento dos prémios superiores a cinco mil euros.
Apesar do valor do jackpot ser inferior ao anunciado, o vencedor não perde o estatuto de excêntrico. Os 89,6 milhões de euros continuam a representar o prémio mais elevado alguma vez atribuído em Portugal. O recorde foi registado em março de 2011, quando um apostador de Chaves recebeu 69,1 milhões.
“Com valores desta grandeza, existe um poder muito grande de negociação como os bancos. Com facilidades se obtêm taxas de juro muito superiores às oferecidas normalmente”, afirmou ao CM o economista e professor no Instituto Superior de Economia e Gestão Vítor Gonçalves, que define a melhor estratégia para salvaguardar os 89,6 milhões de euros: “O ideal é dividir o valor ganho pelo maior número de bancos possível. Desta forma, divide-se o risco. Abrir contas em outras moedas que não o euro. O franco suíço é sempre uma referência, o dólar americano e australiano também são moedas fortes.”