
Moscovo, 21 mar (Lusa) — O número de russos que vivem no limiar da pobreza atingiu cerca de 19,5 milhões de pessoas em 2015, o nível mais elevado dos últimos nove anos, após o poder de compra ter sido afetado pela recessão.
Os dados oficiais do serviço de estatísticas Rosstat hoje publicadas ilustram o duplo efeito da crise — provocada pela queda do preço do petróleo e das sanções ocidentais decretadas na sequência da crise na Ucrânia — sobre o nível de vida dos russos, e quando o Presidente Vladimir Putin também alicerçou a sua popularidade nos progressos registados na luta contra a pobreza.
Em média, em 2015, 19,2 milhões de russos (13,4 por cento da população) garantiu rendimentos inferiores ao limite fixado pelo Governo em função de um cabaz de produtos indispensáveis. Em 2014, o número estabilizou em 16,1 milhões (11,2% da população), o que significa um aumento de 20%.



