
Pequim, 31 dez 2023 (Lusa) – O Presidente chinês, Xi Jinping, definiu hoje a reunificação com Taiwan como uma “inevitabilidade histórica”, num discurso de fim de ano em que destacou os sucessos do paÃs em 2023.
O lÃder chinês reiterou que a reunificação com Taiwan, ilha cuja soberania é reivindicada por Pequim, é uma “inevitabilidade histórica”, depois de um ano em que se registou o aumento das tensões no estreito da Formosa e a poucos dias da realização das eleições presidenciais no território insular.
Xi Jinping enfatizou também a necessidade de “manter a prosperidade e a estabilidade a longo prazo” e a “melhor integração no grande plano de desenvolvimento nacional” das regiões semiautónomas de Hong Kong e Macau.
“O controlo da pandemia estabilizou-se”, lembrou Xi na sua única referência ao fim da polÃtica ‘zero covid’ no inÃcio deste ano, depois de quase três anos de restrições rigorosas naquele paÃs asiático.
No seu discurso, transmitido na televisão, o Presidente garantiu que “a economia chinesa continuou a recuperar e a melhorar” em 2023 e apontou um “transbordante dinamismo de desenvolvimento” no paÃs, dando como exemplos a força das vendas de telemóveis fabricados internamente e o progresso da segunda maior economia do mundo na fabricação de veÃculos elétricos.
Entre os destaques do ano, Xi mencionou o primeiro voo comercial da aeronave C919 de fabricação chinesa e as missões espaciais Shenzhou, que transportaram astronautas para a estação espacial chinesa Tiangong.
Por outro lado, o lÃder do gigante asiático referiu-se à s “pessoas que enfrentam dificuldades no emprego e na vida” e à s zonas do paÃs que este ano sofreram catástrofes naturais, como inundações ou sismos, e garantiu “ter isso em mente”.
A nÃvel internacional, Xi observou que “ainda há lugares no mundo em plena guerra” e que o povo chinês “está muito consciente do valor da paz”, razão pela qual assegurou que o seu paÃs está “disposto a trabalhar com a comunidade internacional para promover a construção de uma comunidade com um futuro partilhado para a humanidade”.
Depois de um ano em que recuperou a atividade diplomática, após dois anos e meio de isolamento devido à polÃtica ‘zero covid’, e em que se reuniu com lÃderes de paÃses como Estados Unidos, França, União Europeia, Espanha, Colômbia ou Brasil, Xi Jinping garantiu que “a China não só se desenvolve, como também abraça o mundo e assume a responsabilidade de uma grande potência”.
O lÃder chinês lembrou que o próximo ano vai marcar o 75.º aniversário da fundação da República Popular da China e apelou ao “aprofundamento da reforma e abertura em todos os aspetos”, ao aumento da “confiança no desenvolvimento” e ao reforço da “vitalidade económica” no próximo ano.
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