
Nova Iorque, 07 ago 2019 (Lusa) — A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, depois de um inÃcio de sessão movimentado, com a subida das taxas de juro no mercado obrigacionista a acabar por apaziguar parte dos receios de um forte arrefecimento do crescimento económico.
Os resultados definitivos da sessão indicam que o Ãndice seletivo Dow Jones Industrial Average cedeu 0,09%, para os 26.007,00 pontos, depois de ter chegado a perder 2,3%, durante a abertura.
Ao contrário, os outros principais Ãndices valorizaram. O tecnológico Nasdaq avançou 0,38%, para as 7.862,83 unidades, e o alargado S&P500 progrediu 0,08%, para as 2.883,98.
No inÃcio da sessão, os investidores cederam a algum nervosismo, perante a súbita descida das taxas no mercado obrigacionista.
Nos EUA, a taxa de referência, que é a dos tÃtulos da dÃvida pública a 10 anos, caiu abaixo dos 1,6% pela primeira vez desde 2016, enquanto a dos 30 anos se aproximou do seu mais baixo nÃvel histórico.
Na Europa, a taxa de juro a 10 anos da Alemanha, o Bund, aprofundou ainda mais a sua descida em território negativo, chegando aos -0,6133%, o que significa que o investidor que guarde este tÃtulo até ao fim vai perder dinheiro.
As decisões simultâneas dos bancos centrais neozelandês, indiano e tailandês de descer mais do que esperado as suas taxas de juro reavivaram os receios de ver o crescimento mundial perder força, em resultado das tensões comerciais e monetárias.
“Isto conduziu os investidores a dizerem-se ‘Oh meu Deus, estes bancos centrais devem saber alguma coisa, a situação da economia mundial deve estar pior do que pensávamos'”, disse Karl Haeling, da LBBW.
A isto somou-se um indicador dececionante sobre a produção industrial na Alemanha, “o que fez lembrar aos investidores que o crescimento económico em várias regiões do mundo continua ameaçado, tanto quanto o conflito comercial entre os EUA e a China continuar”, estimou Sam Stovall, de CFRA.
Com este cenário, os investidores lançaram-se no mercado obrigacionista, cujos tÃtulos são considerados mais seguros, o que fez subir o seu valor e descer o rendimento que propiciam.
Outro valor refúgio para os investidores é a onça de ouro, que superou hoje o limiar dos 1.500 dólares pela primeira vez desde 2013.
Mas, sem razão aparente, as taxas de juro da dÃvida norte-americana recuperaram durante a sessão.
“Esta estabilização apaziguou os investidores e contribuiu para a recuperação dos Ãndices acionistas”, estimou Peter Cardillo, da Spartan Capital Securities.
“O facto de se terminar perto do equilÃbrio significa que os investidores vão, de futuro, ser um pouco menos sensÃveis ao recuo dos rendimentos obrigacionistas”, concluiu.
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