
Nova Iorque, 28 abr 2020 (Lusa) — A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em baixa, depois de uma sessão com subidas e descidas, marcada por uma série de resultados de empresas pouco convincentes.
Os resultados definitivos indicam que o Ãndice seletivo Dow Jones Industrial Average baixou 0,88%, para os 24.345,82 pontos.
Os outros Ãndices emblemáticos apresentaram desvalorizações inferiores.
O tecnológico Nasdaq recuou 0,15%, para as 8.716,99 unidades, arrastado pela descida de nomes importantes da praça, como Apple (-1,62%), Facebook (-2,45%) e Netflix (-4,16%), e o alargado S&P500 desceu 0,52%, para as 2.863,39.
Não obstante, o mercado nova-iorquino tinha começado o dia a subir, com os investidores esperançados na reabertura progressiva da economia norte-americana, parada devido à propagação da pandemia do novo coronavirus.
Mas este otimismo confrontou-se com “resultados mitigados, revisão em baixa das previsões anuais de várias empresas, bem como notÃcias económicas que continuam a dececionar”, apontaram os analistas da Charles Schwab.
O laboratório farmacêutico norte-americano Pfizer reafirmou os seus objetivos financeiros anuais e excluiu qualquer penúria de medicamentos, apesar da pandemia, mas viu o lucro descer, em termos anuais. A sua ação perdeu 1,10%.
A concorrente Merck também excluiu a possibilidade de escassez de medicamentos, mas avisou que as medidas de confinamento e distanciamento social para atalhar a propagação do coronavirus iam afetar os resultados financeiros em 2020. O seu tÃtulo recuou 3,33%.
O grupo PepsiCo, que fechou a subir 1,38%, retirou mesmo as suas previsões para 2020, evocando as incertezas que pesam sobre a economia mundial.
Em sentido inverso, o grupo norte-americano 3M, que fabrica máscaras de proteção N95, muito procuradas para conter a propagação do novo coronavirus, viu o seu lucro trimestral subir 45%, para 1,29 mil milhões de dólares, graças em particular à subida da procura dos seus equipamentos médicos. A sua ação avançou 2,58%.
Quanto a indicadores económicos, a confiança dos consumidores nos EUA degradou-se acentuadamente em abril, pelo segundo mês consecutivo, perante a crise provocada pela pandemia, segundo o Ãndice da Conference Board publicado hoje.
RN // NFO
Lusa/fim



