WALL STREET FECHA EM BAIXA COM TRUMP A CONFUNDIR INVESTIDORES QUANTO À CHINA

LusaNova Iorque, 27 jun (Lusa) — A sessão de hoje em Wall Street, depois de começar com tendência positiva, acabou por encerrar em baixa, pela confusão entre os investidores por uma mensagem do Presidente Trump sobre o comércio com os principais parceiros dos EUA.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average terminou com um retrocesso de 0,68%, para os 24.117,59 pontos.

O tecnológico Nasdaq caiu 1,54%, para as 7.445,08 unidades, e o alargado S&P500 recuou 0,86%, para as 2.699,63 points.

“Os mercados estão a evoluir em função das manchetes sobre o comércio” internacional, resumiu Emily Roland, da Manulife Asset Management. “Está-se a ver a evolução como um jogo de pingue-pongue”, ilustrou.

No início da sessão, os investidores saudaram os comentários considerados conciliadores de Washington em relação aos investimentos estrangeiros.

Vários meios de comunicação norte-americanos tinham evocado nos últimos dias a possibilidade de proibir empresas com capitais chineses de investirem nas empresas norte-americanas em setores sensíveis. Rumor este que abalou os mercados.

Donald Trump procurou apaziguar os ânimos antes da abertura dos mercados, convidando o Congresso a reforçar as medidas de vigilância.

Mas o seu conselheiro económico Larry Kudlow, mais tarde, “afirmou que o presidente até ao momento ‘não estava satisfeito’ com a resposta dos chineses e queria sanções suplementares”, sublinhou Art Hogan, da Wunderlich Securities.

“A mensagem do governo na frente do comércio (internacional) continua confusa” e dá a impressão “de ser fabricada momento a momento”, o que mina a confiança dos investidores, estimou.

“Mesmo que a situação económica continue sólida, as negociações sobre a guerra comercial deixam pairar uma sombra sobre as perspetivas que, no seu conjunto, são boas”, contrastou Roland.

Os investidores abandonaram hoje sobretudo o setor das tecnologias, com o subíndice que reúne estes títulos no S&P500 a desvalorizar 1,45%.

Da mesma forma, também o subíndice da finança recuou 1,26%.

Os bancos sofreram em particular com a baixa das taxas de juro no mercado obrigacionista, onde o rendimento das obrigações do Tesouro a 10 anos estava a descer, às 21.15 de Lisboa, para 2,826%, dos 2,877% da véspera, e o dos títulos a 30 anos para os 2,968%, dos 3,025% registados na terça-feira à noite.

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