
Nova Iorque, 10 abr 2019 (Lusa) — A bolsa nova-iorquina fechou hoje em alta, regressando à s subidas depois da publicação de estatÃsticas mitigadas sobre a inflação e uma ata sem surpresa da Reserva Federal.
Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average valorizou 0,03%, para os 26.157,16 pontos, o tecnológico Nasdaq subiu 0,69%, para as 7.964,24 unidades, e o alargado S&P500 avançou 0,35%, para as 2.888,21.
Os três Ãndices, depois de várias sessões consecutivas de alta, tinham feito uma pausa na terça-feira.
Hoje, “a sessão foi pontuada de acontecimentos, mas nenhum fez reagir a sério os investidores”, destacou Karl Haeling, da LBBW. Os volumes de trocas foram inclusive mais baixos do que nos dias anteriores.
“Quer fossem as estatÃsticas da inflação dos EUA, a ata da última reunião da Reserva Federal ou a reunião do Banco Central Europeu (BCE), nada foi verdadeiramente surpreendente”, acrescentou.
Nos Estados Unidos da América, a inflação acelerou um pouco mais do que esperado em março, ao subir 0,4% em relação a fevereiro, mas, fora os setores voláteis da energia e alimentação, a subida mensal dos preços não passou dos 0,1%.
Esta inflação subjacente “continua suficientemente fraca para não incitar o banco central norte-americano a endurecer a sua polÃtica monetária, mas suficientemente forte para não o incitar a amaciá-la, na medida em que o mercado de trabalho permanece sólido”, comentou Jim O’Sullivan, economista da HFE.
Por seu lado, o BCE manteve hoje a sua taxa de juro.
O presidente do banco europeu, Mario Draghi, realçou, em conferência de imprensa, os “riscos” suscetÃveis de degradar a conjuntura económica na zona euro, como as “incertezas geopolÃticas”, a “ameaça protecionista” ou a “fragilidade dos mercados emergentes”, mas também sublinhou que a probabilidade de uma recessão continuava a ser “fraca”.
As minutas da última reunião do Comité de PolÃtica Monetária (FOMC, na sigla em inglês) mostraram que a maioria dos seus membros estimavam que as perspetivas da economia norte-americana e os riscos, designadamente ligados ao internacional, justificavam manter as taxas de juro até ao final do ano.
Vários participantes na reunião advertiram, contudo, que as taxas poderiam “mudar de direção”, para cima ou para baixo, conforme a evolução das estatÃsticas económicas.
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