
Nova Iorque, 26 jul 2019 (Lusa) — A bolsa nova-iorquina fechou hoje em alta, com novos recordes do Nasdaq e S&P500, Ãndices dopados pela divulgação de resultados superiores ao previsto da Google e fusão entre a Sprint e a T-Mobile.
Os resultados definitivos da sessão indicam que o tecnológico Nasdaq ganhou 1,11%, para os 8.330,21 pontos, e o alargado S&P500 progrediu 0,74%, para os 3.025,85.
Já o Ãndice seletivo Dow Jones Industrial Average avançou 0,19%, para as 27.192,45 unidades.
O Nasdaq e o S&P500 já tinham superado os seus máximos históricos na quarta-feira, depois de uma série de resultados trimestrais considerados encorajadores pelos investidores.
Na sexta-feira, a Alphabet, ‘holding’ da Google, viu a sua ação valorizar 9,6%, depois de o conglomerado ter divulgado um lucro próximo de 10 mil milhões de dólares (nove mil milhões de euros) no segundo trimestre.
Também a ação da Starbucks teve uma forte subida, de 8,94%, depois de a empresa ter divulgado resultados superiores às expectativas.
Outra notÃcia recebida com agrado pelos investidores foi a fusão entre os operadores telefónicos Sprint et T-Mobile, avaliada em 26 mil milhões de dólares, que foi aprovada hoje pelo Departamento de Justiça.
O novo grupo promete uma cobertura ampla do território em tecnologia 5G. no final do dia, o tÃtulo da Sprint progrediu 7,4% e o da T-Mobile 5,4%.
Por outro lado, os investidores não pareceram muito afetados pelas ameaças de represálias comerciais feitas por Donald Trump à França e a alguns membros da Organização Mundial do Comércio (OMC).
O presidente norte-americano dirigiu-se ao seu homólogo francês, Emmanuel Macron, insultando-o de “estúpido” e ameaçando taxar o vinho francês como represália à imposição de uma taxa francesa sobre os grupos norte-americanos da tecnologia.
Trump também exigiu que a OMC resolvesse o problema dos paÃses membros que, na sua opinião, usurpam o estatuto de paÃs em desenvolvimento para conseguir vantagens económicas, a começar pela China.
“Não creio que se trate de uma nova escalada” entre Washington e Pequim, considerou Art Hogan, da National Holdings.
Na opinião deste investidor, esta situação “é menos importante que as discussões diretas da próxima semana”, estimou.
Os principais negociadores comerciais norte-americanos e chineses devem reunir na próxima semana, em Xangai, para uma primeira reunião do género desde a paragem das discussões bilaterais, no inÃcio de maio.
No radar dos investidores esteve também a Reserva Federal (Fed) dos EUA, que deve anunciar uma descida das taxas de juro de referência no final da próxima reunião do seu comité de polÃtica monetária, em 30 e 31 de julho.
“Três questões devem reter a atenção dos investidores na próxima semana: as negociações comerciais com a China, a decisão da Fed e os resultados de empresas”, resumiu Hogan.
Os recordes atingidos nos últimos dias “são uma combinação destes três fatores, que, de momento, têm tido mais consequências positivas do que negativas”, acrescentou.
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