
Nova Iorque, 08 mai 2020 (Lusa) — A bolsa nova-iorquina encerrou hoje em alta nÃtida, apesar de mais um relatório devastador sobre o emprego nos EUA, relativo a abril, uma vez que os investidores estão a apostar em que o pior da crise já passou.
Os resultados definitivos da sessão indicam que o Ãndice seletivo Dow Jones Industrial Average ganhou 1,91%, para os 24.331,32 pontos, e o tecnológico Nasdaq avançou 1,58%, para as 9.121,32 unidades.
O alargado S&P500, por seu lado, valorizou 1,69%, para os 2.929,80 pontos.
No conjunto da semana, o Dow Jones progrediu 2,6%, o Nasdaq subiu 6% e S&P500 ‘saltou’ 3,5%.
Não obstante, as muito esperadas estatÃsticas do dia refletiram uma situação sombria, com a pandemia a levar à destruição de 20,5 milhões de empregos nos EUA, em abril, um nÃvel recorde em tão curto espaço de tempo.
É “mais de duas vezes o número de perdas de emprego sofridas durante a crise financeira” de 2007-2009, destacaram os analistas da Oxford Economics. “Houve mais empregos perdidos nos últimos dois meses do que os criados na última década”, acrescentaram.
A taxa de desemprego, que era de 3,5% em fevereiro, cresceu para 14,7% em abril, o seu valor mais elevado desde junho de 1940.
Mas os investidores, que continuam a tentar antecipar os próximos resultados das empresas, “esperam que as estatÃsticas recuperem a partir do terceiro trimestre e melhorem nitidamente no quarto”, sublinhou Art Hogan, da National Holdings.
Este sentimento é encorajado por sinais como a afirmação dos dirigentes da Uber, que a sua atividade tinha recomeçado nas últimas três semanas, ou dos da Ford, que anunciaram o reinÃcio da produção fabril nos EUA, em 18 de maio.
Por outro lado, vários Estados norte-americanos começaram a reabrir as respetivas economias e “os investidores não estão a antecipar uma segunda vaga de contágios, que possa conduzir a medidas de restrição tão estritas como a que foram recentemente decididas”, adiantou Hogan.
A este otimismo sobre o futuro próximo acrescenta-se o facto de que “há muito dinheiro em circulação”, com toda a liquidez injetada pelo banco central norte-americano desde há dois meses, para garantir o funcionamento dos mercados, o que alimenta a subida dos Ãndices, detalhou este analista.
Os Ãndices beneficiaram ainda das informações sobre o compromisso entre os negociadores norte-americanos e chineses para aplicarem o acordo comercial assinado no inÃcio do ano, apesar da pandemia do novo coronavirus.
Estas notÃcias foram vistas como um sinal positivo, uma vez que a tensão entre os dirigentes das duas primeiras economias mundiais parece ter sido reavivada nos últimos dias.
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