
Berlim, 25 jan 2022 (Lusa) — O construtor automóvel alemão Volkswagen e o produtor de equipamentos Bosch anunciaram hoje uma parceria para desenvolver sistemas de condução autónoma até 2023, área em que a norte-americana Tesla conta com avanço.
A filial de programação informática da VW, Cariad, vai desenvolver com a Bosch “funcionalidades que permitam aos condutores tirar as suas mãos do volante temporariamente”, detalharam os dois grupos, em comunicado.
Destinados ao conjunto dos modelos da marca, do Volkswagen Polo até ao Lamborghini, estes sistemas também vão ficar disponÃveis a outros construtores, clientes da Bosch.
Os dois parceiros declaram apostar em “levar a engenharia informática alemã a um novo nÃvel” de perÃcia na condução autónoma, afirmou o presidente da Cariad, Dirk Hilgenberg, durante uma teleconferência.
“A velocidade é essencial” e “sabe-se que só há um único concorrente no mercado”, acrescentou.
O presidente da VW, Volkswagen, Herbert Diess, preparava em novembro o conglomerado para uma “revolução” que khe permitisse enfrentar a concorrência da Tesla.
A empresa norte-americana já reúne uma quantidade muito grande de informação com as suas centenas de milhares de veÃculos em circulação, ligados em rede, o que lhe permite inovar mais depressa nos programas de assistência à condução.
Por seu lado, a VW e a Bosch vão trabalhar a partir de informação reunida “com a ajuda de uma das maiores frotas de veÃculos conectados do mundo”, que oferece “uma enorme base de dados para levar os nÃveis de condução autónoma a um nÃvel superior”, disse Mathias Pillin, responsável do desenvolvimento informático na Bosch.
A VW e a Cariad visam desde já os designados sistemas de condução autónoma de nÃvel 2, que permitem ao condutor largar momentaneamente o volante, mas permanecendo atento, “na cidade, no campo e na autoestrada”.
Os dois parceiros vão desenvolver também um sistema de nÃvel 3 para a autoestrada.
Este nÃvel de autonomia, o mais avançado atualmente, disponÃvel em algumas viaturas topo de gama, permite ao condutor desviar o olhar da estrada e ceder ao veÃculo a totalidade da condução.
o condutor guarda contudo a possibilidade de recuperar o controlo a todo o momento e tem de intervir num determinado perÃodo de tempo, se o veÃculo o solicitar.
A possibilidade de desenvolver um sistema de conduta inteiramente automatizada, de nÃvel 4, vai ser “avaliada”.
O potencial da viatura autónoma é enorme. A consultora McKinsey estima que em 2030 quase dois terços (64%) dos veÃculos vendidos vão ter funções autónomas de nÃvel 2 ou mais.
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