
Estrasburgo, França, 27 nov 2019 (Lusa) — A presidente eleita da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, afirmou hoje, perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo, que o clima é “uma questão existencial para a Europa e o mundo”, e lembrou os incêndios florestais em Portugal.
Na sua intervenção perante os eurodeputados antes de o Parlamento Europeu votar o conjunto do seu colégio — que, se for aprovado, entrará em funções já no próximo domingo, 01 de dezembro -, Von der Leyen garantiu que o combate à s alterações climáticas será uma das grandes prioridades do seu mandato (2019-2024), pois “não há um instante a perder”, e defendeu que a Europa deve assumir um papel de liderança à escala global.
“Se há uma área em que o mundo precisa da nossa liderança é na proteção do nosso clima. Esta é uma questão existencial para a Europa e para o mundo. Como pode não ser existencial quando 85% das pessoas em situação de pobreza extrema vivem nos 20 paÃses mais vulneráveis à s alterações climáticas? Como pode não ser existencial quando vemos Veneza submersa, as florestas de Portugal em chamas ou as colheitas na Lituânia reduzidas a metade devido à seca?”, afirmou.
Von der Leyen acrescentou que estes fenómenos “já aconteceram anteriormente, mas nunca com esta frequência ou intensidade”.
“Não temos um momento a perder. Quanto mais rapidamente a Europa agir, maiores serão as vantagens para os nossos cidadãos, a nossa competitividade e a nossa prosperidade”, disse, defendendo que o Acordo Verde Europeu – pasta atribuÃda ao seu vice-presidente executivo Frans Timmermans — é essencial para “a saúde do planeta e das pessoas”, bem como da economia europeia.
“O Acordo Verde Europeu é a nossa nova estratégia de crescimento. Ajudar-nos-á a reduzir as emissões ao mesmo tempo que criamos postos de trabalho. No seu cerne estará uma estratégia industrial que permitirá à s nossas empresas, grandes e pequenas, inovar e desenvolver novas tecnologias, ao mesmo tempo que criará novos mercados”, disse.
Antes da votação do conjunto do colégio, a presidente eleita da Comissão — que já foi aprovada pela assembleia europeia em julho, com somente mais nove votos que a maioria necessária — está a ter um debate com os eurodeputados, sobre a sua equipa e programa.
Depois do debate, cada grupo polÃtico reunir-se-á brevemente para decidir o sentido de voto.
O novo executivo comunitário vai ser votado pela assembleia à s 12:00 locais (11:00 de Lisboa), necessitando da maioria dos votos expressos, o que deverá conseguir, dado ter o apoio das três grandes famÃlias polÃticas europeias, o Partido Popular Europeu, os Socialistas e Democratas e o grupo do Renovar a Europa (Liberais).
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