
Lisboa, 23 nov 2020 (Lusa) – O vereador da Educação da Câmara de Lisboa afirmou, num comentário na rede social Facebook, em resposta a uma publicação de um vogal da Junta de Freguesia do Areeiro, estar disponÃvel para lhe dar “um par de murros” nas “fuças”.
O comentário de Manuel Grilo, que foi depois apagado, surgiu na sequência de uma publicação de LuÃs Moreira, que partilhou uma notÃcia da revista Sábado com o tÃtulo “Bloquistas questionam acordo BE/PS em Lisboa”.
LuÃs Moreira foi eleito vogal da Junta de Freguesia do Areeiro pelo Bloco de Esquerda nas autárquicas de 2017, mas passou a independente depois de o partido lhe ter retirado a confiança polÃtica em novembro de 2018.
Na publicação, LuÃs Moreira questiona “qual é o preço atual para comprar um vereador”, tendo em conta que a Câmara de Lisboa, liderada pelo PS, mas que tem um acordo de governação da cidade com o BE, aprovou em 12 de novembro uma proposta para reabilitar o quarteirão da antiga pastelaria SuÃça com a abstenção do vereador bloquista.
“Ela [proposta] pressupõe a construção de 10.000 m2, correspondentes a quatro unidades comerciais e uma unidade de serviços no piso em sótão. O problema? O acordo assinado entre o PS e o BE prevê que todos os novos projetos de construção incluam pelo menos 25% de habitação”, escreveu LuÃs Moreira.
Em resposta, o vereador da Educação escreveu: “Esses 25% são de renda acessÃvel em projeto de habitação de privados e não de habitação em qualquer projeto. Quanto ao meu preço, estou disponÃvel para to pagar com um par de murros nessas fuças”, de acordo com um ‘print screen’ tirado por LuÃs Moreira.
“O Manuel Grilo apagou o seu comentário neste meu ‘post’. Mas como além de reles é pouco inteligente, não pensou que eu pudesse ter uma cópia de ecrã”, escreveu depois o vogal independente da junta do Areeiro.
O comentário do vereador da Educação foi feito no sábado, no mesmo dia em que LuÃs Moreira partilhou a notÃcia na sua conta pessoal do ‘Facebook’, disse o próprio à Lusa.
A Lusa tentou contactar o vereador, sem sucesso, e o seu gabinete não quis comentar.
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