
Lagos, Faro, 05 fev 2026 (Lusa) — O candidato presidencial André Ventura sugeriu hoje que a solução para o adiamento geral da segunda volta das eleições pode passar por um acordo entre todos os municÃpios ou pela declaração do estado de emergência.
“Nós certamente que encontraremos no parlamento, e com o Presidente da República, o fundamento para, seja através de um estado de emergência, seja, por exemplo, através de um acordo municipal que envolva todos os municÃpios, ou quase todos, e a Associação Nacional de MunicÃpios os represente, numa espécie de declaração de calamidade na maior parte dos municÃpios, ou em todos os municÃpios”, afirmou.
“Nós encontraremos a solução, não me digam que não há solução”, defendeu o candidato apoiado pelo Chega.
Cerca de duas horas antes, o também lÃder do Chega tinha sido questionado pelos jornalistas sobre qual o enquadramento legal para um adiamento das eleições a nÃvel nacional, como sugeriu, mas escusou-se a concretizar.
Entretanto, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) indicou que a lei “não permite” o adiamento geral das eleições a nÃvel nacional, mas apenas nos municÃpios que o solicitem, como já fez Alcácer do Sal ou Arruda dos Vinhos.
André Ventura falava aos jornalistas no final de uma reunião com a Ascal – Associação de Criadores de Gado do Algarve, em Odiáxere, no concelho de Lagos e distrito de Faro.
O candidato disse também que contactou o Presidente da República, sugerindo a Marcelo Rebelo de Sousa que seja estudada uma “forma de verificar a possibilidade de adiar as eleições, porque as pessoas estão a sofrer e não faz sentido tratarmos os portugueses de uma maneira e outros de outra”.
“Contactei o Presidente da República nesse intermédio porque entendo que pode ser necessário para que isto aconteça haver uma declaração de estado de emergência”, acrescentou, dizendo que ainda não recebeu resposta do chefe de Estado.
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