
Condeixa-a-Nova, Coimbra, 16 fev 2026 (Lusa) — O líder do Chega, André Ventura, pediu hoje que o Governo prolongue a situação de calamidade e a isenção de portagens até ao final do mês, considerando ser algo que “toca diretamente na vida das pessoas”.
“É importante que o Governo, pelo menos, até o fim do mês, prolongue o estado de calamidade, porque o país está numa situação de calamidade”, afirmou o líder do Chega em Condeixa-a-Nova, um dos concelhos afetados pelas recentes tempestades.
No arranque de uma visita aos Bombeiros Voluntários de Condeixa-a-Nova, André Ventura deixou também o repto para que a isenção de portagens se mantenha até final de fevereiro, referindo ter visto hoje autarcas a dizer que estão dispostos a substituir-se ao Governo para continuar com a medida, que já acabou.
“Acho que isso nos envergonha um pouco a todos os nós, políticos nacionais, que têm responsabilidades nacionais, quer deputados, quer membros do Governo, e queria deixar este repto também ao Governo, de pelo menos, até ao final do mês, isentarmos as portagens em todas estas zonas afetadas”, acrescentou.
No entender de Ventura, com este repto não se está a pedir muito ao Governo.
“Acho que é o exigível para podemos lidar com isto, agora de forma o mais eficaz possível”, salientou.
Aos jornalistas, o líder do Chega disse que todos compreendem que a decisão traz “desafios do ponto de vista financeiro”, mas sublinhou que este é o “momento da decisão do Governo”.
“É que isto é mesmo decisivo. Muita gente pode não compreender o que significa, mas é que o estado de calamidade para muitos municípios é uma pequena salvação na sua destruição orçamental”, assinalou.
André Ventura referiu ainda não compreender como é que os mecanismos europeus de apoio não foram acionados.
“Se estamos a acabar com os nossos mecanismos de apoio interno, a dizer que são muito caros, mas não estamos a solicitar o apoio de mecanismos europeus, que também pagamos, porque os portugueses também pagam esses mecanismos europeus, então também acho que, com legitimidade, muita gente se pergunta para que é que eles servem”, observou.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.
MYME // JPS
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