
Porto, 14 jan 2026 (Lusa) — O candidato presidencial André Ventura garantiu hoje que não quer o primeiro-ministro na sua campanha e acusou outros candidatos de andarem “a pedinchar” o apoio de LuÃs Montenegro.
“Quando outros escolhem andar a pedinchar ao primeiro-ministro [o seu apoio], eu quero dizer ao primeiro-ministro que nós não o queremos, nós queremos o povo comum nesta campanha. Queremos os homens e mulheres de trabalho deste paÃs”, afirmou o também presidente do Chega, no final de uma arruada na rua de Santa Catarina, no Porto.
O candidato acusou os restantes adversários de estarem “desorientados” por andarem “a implorar o apoio do primeiro-ministro”.
“É não perceberem nada do que está a acontecer em Portugal”, disse Ventura, que considerou no passado que um apoio do PSD a António José Seguro (apoiado pelo PS) numa segunda volta seria “completamente contrário” ao trabalho que tem sido feito entre sociais-democratas e o Chega no Parlamento, e remetendo para “a consciência” do primeiro-ministro um apoio à sua candidatura.
LuÃs Montenegro “pode entrar na campanha as vezes que quiser” e os restantes adversários podem “meter na campanha todas as figuras conhecidas neste paÃs”, apontou.
“Eu não as quero. Eu quero o povo português”, vincou.
André Ventura disse que LuÃs Montenegro “não sabe o que é lutar para erguer este paÃs” e considerou que os portugueses estão “fartos” das “polÃticas bafientas de corredor”.
“Há quem diga que se vão juntar todos contra nós a partir de segunda-feira. Eles, de facto, vão-se juntar todos contra nós. Mas nós sabemos quem são esses todos. Esses todos contra nós são os que andaram a roubar o paÃs e que sabem onde vão parar se eu lá chegar”, afirmou.
No final de um discurso de cerca de 15 minutos, André Ventura salientou ainda que uma vitória nas eleições de domingo será uma mensagem para Bruxelas ouvir.
“É simples e fácil de perceber: aqui mandamos nós e não aceitamos que ninguém nos diga o que fazer em Portugal. Aqui não seremos invadidos, aqui não seremos substituÃdos, aqui não seremos tomados, aqui teremos um paÃs nosso e nenhum outro valor será diferente. Este é um paÃs de valores cristãos e será assim até morrermos, e será assim até acabarmos, e será assim até este paÃs se erguer. Até lá ao cimo”, afirmou, quase a gritar, no final da sua intervenção.
O candidato presidencial prometeu também um paÃs “que sabe olhar-se de frente ao espelho” e saber “onde tem de cortar”, apesar de o poder executivo, em Portugal, estar concentrado no Governo.
Ventura disse ainda que “os mamões dos 50 anos de Abril” e os partidos de “esquerda e extrema-esquerda sabem bem o que vai acontecer”.
“Cedo ou tarde, este movimento vai triunfar […]. Se nós não mudarmos o paÃs, se nós não cortarmos a direito, se nós não deixarmos de andar a distribuir subsÃdios por toda a gente, se nós continuarmos a permitir que a classe polÃtica se torne parasitária e aumente descontroladamente, se nós não fizermos justiça à queles que trabalham, nós em breve não teremos paÃs”, disse, perante umas duas centenas de apoiantes.
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