
Lisboa, 11 jan 2025 (Lusa) — O presidente do Chega classificou hoje como ilegÃtima a manifestação antirracismo em que estão presentes os partidos de esquerda por ser “contra polÃcias e magistrados”, e acusou o Governo de ter “cedido à pressão”.
André Ventura falava à chegada à concentração promovida pelo Chega na Praça da Figueira, em Lisboa, denominada “Pela autoridade e contra a impunidade” — que juntou algumas centenas de pessoas – e convocada depois do anúncio de uma manifestação hoje à tarde contra o racismo e a xenofobia após a operação policial de 19 de dezembro no Martim Moniz.
“Eu não quero provocar ninguém, mas tenho a certeza disto: há muitas manifestações, num sentido e noutro, talvez esta manifestação de hoje seja a mais ilegÃtima que alguma vez existiu aqui ao lado no Martim Moniz, porque é verdadeiramente contra a polÃcia, verdadeiramente pelos bandidos”, disse.
Ventura acrescentou que, além de ser contra a polÃcia, a manifestação é também contra os juÃzes “que ordenaram a ação que decorreu no Martim Moniz”, salientando que não foi apenas a polÃcia que levou a cabo aquela ação.
O lÃder do Chega estendeu as crÃticas ao Governo e ao primeiro-ministro, LuÃs Montenegro, por algumas semanas depois da operação policial, ter afirmado não ter gostado de ver a imagem de imigrantes encostados à parede.
“Devia ter tido a coragem – e até podia ter estado aqui – devia ter tido a coragem de dizer: quando se começa ao lado das forças de segurança, vai-se até ao fim. Porque o que os portugueses precisam hoje é de polÃticos que vão até ao fim, que não tenham medo, que não cedam à pressão”, considerou, acusando as restantes forças polÃticas de terem cedido a essa pressão.
SMA // MAG
Lusa/fim



