
Ponte de Lima, Viana do Castelo, 15 jan 2025 (Lusa) — O candidato presidencial apoiado pelo Chega afirmou hoje, vestido de camuflado, que o paÃs “terá ordem” a partir de domingo e respondeu a quem considera que votar em si é “inútil”, como afirmou o almirante Gouveia e Melo.
“Inútil é votar em candidatos que dizem exatamente o mesmo há 50 anos. Inútil é votar em candidatos que não conseguem senão dizer generalidades ou votar em candidatos que vão andar com LuÃs Montenegro ao colo”, defendeu André Ventura, num discurso durante um comÃcio de campanha para as eleições presidenciais, em Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo.
O também presidente do Chega falava perante cerca de 300 apoiantes num almoço — no qual também assinalou o seu aniversário e se cantaram os parabéns — vestido com um casaco com padrão camuflado militar, que lhe foi oferecido por um grupo de antigos combatentes presentes no comÃcio.
Apesar de ter voltado a afirmar que queria fazer uma campanha sem “picardias”, não deixou de responder a crÃticas como a do almirante na reserva Henrique Gouveia e Melo, que hoje de manhã, em Gondomar, afirmou que é “completamente inútil” votar em André Ventura e considerou que o lÃder do Chega também é parte do “sistema” em Portugal, mas tenta baralhar os eleitores.
Falando de si já como futuro Comandante Supremo das Forças Armadas (cargo inerente à s funções de Presidente da República), André Ventura considerou que os seus adversários “têm uma forma sempre floral de falar e de dizer que vão fazer as coisas” e contrapôs que consigo não será assim.
“Eu não vos vou trazer conversa bonita e fiada. Eu vou dizer-vos que o paÃs está neste estado e que nós temos de fazer isto para o endireitar. E que temos de o pôr na ordem. E que vai haver muitos que não gostam de o pôr na ordem. Mas este paÃs já teve, conforme os militares sabem bem dizer, tempo demais de bandalheira. A partir de 18 de janeiro é tempo de ordem e eu espero ser o Presidente dessa ordem”, afirmou.
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