
Elvas, Portalegre, 11 mai 2025 (Lusa) — O presidente do Chega, André Ventura, condenou hoje o incidente em que o lÃder da IL foi atingido com pó verde e considerou que quem o fez prestou “um péssimo serviço à democracia”.
“É muito grave. É grave que os ciganos andem a perseguir a comitiva do Chega, é grave que haja miúdos do clima a atingir outros adversários, é grave porque mostra que não estão acostumados à democracia”, afirmou.
O lÃder da IL, Rui Rocha, foi hoje atingido com pó de tinta verde durante um comÃcio em Lisboa, por dois ativistas que apareceram no palco onde discursavam com um cartaz contra os combustÃveis fósseis.
Em declarações aos jornalistas no final de uma breve arruada em Elvas, distrito de Portalegre, o presidente do Chega considerou que estas são “pessoas sem sentido democrático” e defendeu que os partidos não podem “ser condicionados a andar na rua” durante a campanha eleitoral.
“Só mostra que isto é gente sem qualquer sentido democrático. Quem ataca adversários, quem nos persegue, quem nos ameaça, quem nos atira coisas, está a fazer um péssimo serviço à democracia, seja quem for que seja o alvo. E é isso que eu acho que um lÃder polÃtico deve dizer, é muito grave e só mostra que essa malta, sobretudo a malta de esquerda, tem mau sentido democrático e não sabe viver com a democracia”, afirmou, fazendo um paralelo com os protestos de pessoas da comunidade cigana na campanha do Chega.
André Ventura considerou que não se deve “nem relativizar, nem diminuir a gravidade de ataques, nem de ameaças” e que não se deve fazer destes episódios “jogo polÃtico” porque “é sempre condenável”.
O lÃder do Chega disse também esperar “não levar com tinta até ao fim da campanha”.
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