
Redação, 22 out 2026 (Lusa) — A atleta etíope Ruti Aga, vencedora da Maratona de Tóquio em 2019, foi suspensa por seis anos, após ter testado positivo a uma substância proibida e ter manipulado o processo de controlo antidoping, foi hoje anunciado.
Ruti Aga, de 32 anos, que conquistou vários pódios em maratonas do circuito mundial — em Berlim (3.ª em 2016, 2.ª em 2017 e 2018), Tóquio (2.ª em 2018) e Nova Iorque (3.ª em 2019), testou positivo para metilprednisolona em 15 de março, na meia-maratona de Meishan Renshou, na China, que venceu.
“A metilprednisolona está classificada como uma substância S9 (glicocorticóide) na Lista de Substâncias e Métodos Proibidos da Agência Mundial Antidopagem (AMA). É proibida em competições”, refere em comunicado a Unidade de Integridade do Atletismo (UIA).
O organismo acusa ainda a atleta etíope de tentar manipular o processo de controlo “ao fornecer informações falsas, em 21 de abril de 2026”.
“Posteriormente, em 04 de maio, apresentou um documento falsificado ou manipulado que, alegadamente, confirmava a existência de uma prescrição de metilprednisolona, que terá sido emitida enquanto recebia tratamento ambulatório num centro médico”, aponta a UIA.
Segundo o organismo antidoping, Aga atribuiu o resultado positivo a um tratamento para uma lesão no joelho.
“Apresentou uma receita de uma clínica inexistente, alegadamente emitida por um ‘médico’ que acabou por ser um familiar sem licença para exercer a profissão perante a autoridade competente”, adianta.
De acordo com a UIA, “quando foi interrogado, esse familiar afirmou ter utilizado um antigo talão de receitas de um anterior empregador”.
“No entanto, a clínica confirmou que essa pessoa nunca lá tinha trabalhado e que a receita não provinha do referido centro”, conclui o comunicado.
Aga recebe uma suspensão de dois anos pelo resultado positivo e de quatro anos por falsificar a receita.
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