
Colombo, 22 jul 2022 (Lusa) – Um aliado de longa data da famÃlia polÃtica dos Rajapaksa foi nomeado hoje primeiro-ministro do Sri Lanka, horas depois das forças de segurança terem desmantelado o principal local dos protestos antigovernamentais dos últimos meses.
O novo Presidente Ranil Wickremesinghe, que foi eleito pelo parlamento e tomou posse esta semana, nomeou o colega de escola Dinesh Gunawardena como primeiro-ministro, cargo que desempenhou até à semana passada.
Gunawardena tem 73 anos e pertence a uma proeminente famÃlia polÃtica.
Manifestantes têm saÃdo à rua no Sri Lanka durante mais de 100 dias para exigir a demissão da liderança do paÃs, na sequência de uma crise económica que deixou 22 milhões de habitantes com acesso reduzido a bens essenciais, incluindo medicação, alimentos e combustÃvel.
Os protestos forçaram o ex-presidente Gotabaya Rajapaksa a demitir-se e a fugir do paÃs, refugiando-se em Singapura, tendo ainda vários elementos da famÃlia abandonado cargos ministeriais.
A nomeação do novo primeiro-ministro realizou-se horas depois das forças de segurança terem desmantelado o principal local dos protestos antigovernamentais dos últimos meses.
Durante a operação, a polÃcia efetuou várias detenções e, de acordo com a agência de notÃcias Associated Press, pelo menos dois jornalistas e dois advogados foram espancados.
A Ordem dos Advogados do Sri Lanka já veio apelar à suspensão das “ações injustificadas e desproporcionadas” contra civis.
O Sri Lanka, que entrou em incumprimento em abril com uma dÃvida externa de 51 mil milhões de dólares (50 mil milhões de euros, não tem moeda estrangeira para financiar as importações essenciais e conta agora com um pacote de resgate do Fundo Monetário Internacional (FMI).
Uma grande parte do empréstimo é devida aos detentores de obrigações soberanas internacionais, mas a China continua a ser o maior credor estrangeiro do Sri Lanka, detendo mais de 10% da dÃvida.
CAD (JGO) // VQ
Lusa/Fim



