
Frankfurt, Alemanha, 13 jun 2019 (Lusa) – O euro ganhou terreno face ao dólar enquanto divisa usada nas reservas governamentais a nÃvel global, recuperando de mÃnimos históricos numa altura em que as sanções impostas pelos EUA desencorajam a opção de alguns paÃses pela moeda norte-americana.
Segundo um relatório divulgado hoje pelo Banco Central Europeu (BCE), apesar de uma lenta diversificação do recurso a outras divisas nos últimos anos, nomeadamente — e mais recentemente — do ‘yuan’ chinês, o dólar continua, de longe, a ser a divisa internacional mais utilizada nas trocas comerciais, empréstimos e reservas.
No relatório relativo à 18.ª revisão anual do papel internacional do euro, que avalia a evolução da utilização desta divisa por não residentes na zona euro, o BCE refere que a quota da moeda única europeia nas reservas detidas pelos banco centrais e pelos governos de todo o mundo aumentou 1,2 pontos percentuais durante o ano 2018, para 20,7%, invertendo a tendência descendente que vinha registando.
Já a quota do dólar recuou ligeiramente para 61,7%, ficando sete pontos percentuais abaixo do nÃvel mais alto atingido antes da crise financeira global de 2007-2009.
Entre os fatores apontados como tendo afetado a utilização da divisa norte-americana estão a venda de dólares por vários paÃses para apoiar a sua própria moeda e as sanções financeiras impostas pelos EUA, por exemplo, à Rússia, que levou à fuga de algumas ‘holdings’ para outras dividas para evitar as restrições americanas.
Outro motivo apontado pelo BCE como podendo estar na base do declÃnio das reservas de dólares são as vendas de ativos em dólares por paÃses emergentes na tentativa de evitar a desvalorização das respetivas divisas.
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