
Maputo, 27 out 2023 (Lusa) — Um agente da polÃcia e um jovem morreram hoje durante manifestações, em Nampula e em Nacala, contra os resultados das eleições autárquicas em Moçambique, anunciou a Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana Centro de Integridade Pública (CIP).
“Informação de última hora confirma a morte de um agente da polÃcia que teria sido atacado pela população, em Nampula”, refere o CIP no seu Bbletim sobre o processo polÃtico em Moçambique.
O agente terá sido morto em retaliação ao baleamento de uma criança de dez anos, à saÃda da escola, numa ação enquadrada na reação das autoridades à s manifestações contra as eleições autárquicas, na cidade de Nampula, provÃncia com o mesmo nome, no norte do paÃs.
“O agente deu entrada no Hospital Central de Nampula, por volta das 10:00, mas viria a não resistir a ferimentos graves contraÃdos durante as agressões de que foi vÃtima”, indica o boletim.
Na cidade de Nacala, também na provÃncia de Nampula, um jovem morreu depois de ter sido atingido por um objeto contundente no Mercado Central de Nacala, durante escaramuças entre populares e a polÃcia, avançou o CIP.
“As cidades de Nampula e Nacala-Porto estão a registar tumultos e a polÃcia está a responder com tiros de balas de borrachas e verdadeiras”, diz aquela ONG.
O CIP revelou ainda que na cidade de Nampula duas pessoas foram baleadas pela polÃcia.
A Lusa ainda não conseguiu ouvir a reação da polÃcia à s informações avançadas pelo CIP.
Nas duas cidades, o comércio está paralisado, com os mercados e estabelecimentos comerciais encerrados, segundo o CIP.
“Vive-se um cenário de guerra urbana”, descreve aquela ONG.
Aquela organização integrou um grupo de observadores eleitorais do Consórcio Mais Integridade que fiscalizaram as eleições autárquicas.
Na cidade de Maputo, a polÃcia moçambicana fez hoje vários disparos de gás lacrimogéneo sobre milhares de pessoas numa manifestação contra os resultados das eleições autárquicas anunciados pela Comissão Nacional de Eleição (CNE).
A marcha foi convocada pelo cabeça-de-lista da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, maior partido da oposição) à autarquia de Maputo, onde se afirma vencedor, Venâncio Mondlane, que apelou à população para “parar tudo” hoje, protestando contra o que apelidou de “homicÃdio da democracia”.
Segundo os resultados anunciados por aquele órgão eleitoral, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder) venceu em 64 das 65 autarquias do paÃs, à exceção da Beira, ganha pelo MDM.
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