
Bruxelas, 05 dez 2023 (Lusa) – A União Europeia (UE) “está preocupada” com a deterioração da situação polÃtico-social na Guiné-Bissau, e apelou ao respeito pela Constituição do paÃs e uma resolução pacÃfica do diferendo, para “consolidar a democracia” guineense.
“A UE está preocupada com os últimos acontecimentos na Guiné-Bissau. Pedimos a todos os intervenientes polÃticos para resolverem a situação polÃtica e administrativa do paÃs de acordo com a Constituição e as leis relevantes do paÃs”, disse à Lusa um porta-voz da Comissão Europeia.
A UE quer uma “resolução pacÃfica e tranquila” do diferendo polÃtico-social, imperativa para “assegurar a consolidação da democracia e do Estado de direito na Guiné-Bissau”.
O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, decidiu, na segunda-feira, dissolver o parlamento, na sequência dos confrontos entre a Guarda Nacional e efetivos do batalhão do Palácio Presidencial, que considerou tratar-se de um golpe de Estado.
O Presidente da República tomou a decisão após uma reunião do Conselho de Estado.
Sissoco Embaló considerou “um golpe de Estado” o facto de a Guarda Nacional ter retirado o ministro das Finanças, Suleimane Seidi, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, das celas da PolÃcia Judiciária, na noite de quinta-feira, detidos por ordem do Ministério Público devido a um alegado caso de corrupção.
Na sequência deste ato, geraram-se confrontos armados entre a Guarda Nacional e o batalhão da Presidência, que foi resolvido com a intervenção da PolÃcia Militar e que resultou na detenção do comandante da Guarda Nacional, Vitor Tchongo, e na morte de dois militares.
Imediatamente a seguir ao anúncio do Presidente da República observou-se, na cidade de Bissau, uma forte presença militar nas ruas, que deixou de ser visÃvel à noite.
A Guiné-Bissau, um paÃs lusófono com uma população de dois milhões de habitantes, é um dos mais pobres do mundo e é considerado um dos paÃses mais corruptos do mundo.
Desde a sua independência de Portugal em 1974, o paÃs tem passado por perÃodos de instabilidade marcados por tentativas de golpe de Estado.
Em fevereiro de 2022, Sissoco Embaló escapou a um golpe de força, que apresentou como uma tentativa de golpe de Estado diretamente ligada ao tráfico de droga.
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