
Redação, 28 out 2023 (Lusa) — A União Europeia (UE) manifestou hoje preocupação com as notÃcias de irregularidades nas eleições autárquicas de Moçambique, que se realizaram a 11 de outubro, e afirma estar a acompanhar de perto o rescaldo do processo eleitoral.
“A sociedade moçambicana mostrou-se ativamente empenhada e participou em grande escala”, destaca, em comunicado, a UE, manifestando depois preocupação com “as notÃcias de irregularidades”, desejando que “estas sejam devidamente tratadas para garantir um resultado pacÃfico e satisfatório do processo eleitoral, no pleno respeito pelo Estado de direito e pelos princÃpios democráticos”.
A União Europeia lamentou ainda a morte de duas pessoas durante as manifestações de sexta-feira e apelou a todos os envolvidos para que “atuem de forma pacÃfica”, e à s autoridades para que “garantam o exercÃcio seguro do direito à liberdade de associação e de expressão”.
Um agente da polÃcia e um jovem morreram durante manifestações ocorridos em Nampula e em Nacala contra os resultados das eleições autárquicas em Moçambique, segundo o Centro de Integridade Pública (CIP), uma Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana.
O agente terá sido morto em retaliação ao baleamento de uma criança de dez anos, à saÃda da escola, numa ação enquadrada na reação das autoridades à s manifestações contra as eleições autárquicas, na cidade de Nampula, provÃncia com o mesmo nome, no norte do paÃs.
Na cidade de Nacala, também na provÃncia de Nampula, um jovem morreu depois de ter sido atingido por um objeto contundente no Mercado Central de Nacala, durante escaramuças entre populares e a polÃcia, avançou o CIP.
Nas duas cidades, o comércio paralisou, com os mercados e estabelecimentos comerciais encerrados.
Na cidade de Maputo, a polÃcia moçambicana fez vários disparos de gás lacrimogéneo sobre milhares de pessoas que se manifestavam.
Pelo menos 10 pessoas ficaram feridas e outras 70 foram detidas, anunciou a polÃcia moçambicana.
A marcha foi convocada pelo cabeça-de-lista da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo, maior partido da oposição) à autarquia de Maputo, onde se afirma vencedor, Venâncio Mondlane, contra o que apelidou de “homicÃdio da democracia”.
Segundo os resultados anunciados por aquele órgão eleitoral, a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, no poder) venceu em 64 das 65 autarquias do paÃs, à exceção da Beira, ganha pelo Movimento Democrático de Moçambique.
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