
Beirute, 19 jun 2021 (Lusa) – O chefe de polÃtica externa da União Europeia condicionou hoje ajudas ao LÃbano à formação de um governo e ao avanço de reformas exigÃveis num paÃs mergulhado em profunda crise económica.
“Não podemos ajudar antes que o LÃbano realize as reformas”, referiu o alto representante da União Europeia para PolÃtica Externa, Josep Borrell, no primeiro de dois dias de visita à quele paÃs mediterrânico e após se encontrar com o Presidente, Michel Aoun.
Além de reclamar a Beirute a adoção de um pacote básico de reformas urgentes, Borrell exortou os polÃticos libaneses a formarem rapidamente um novo governo e a chegarem a um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para começar a tirar o paÃs da crise económica e financeira.
O LÃbano está nas mãos de um executivo interino que renunciou após a explosão no porto de Beirute, em agosto, e o primeiro-ministro nomeado para assumir, Saad Hariri, tem vindo a falhar a formação de um governo desde sua nomeação em outubro.
“Não podemos entender que nove meses após a renúncia de um primeiro-ministro, ainda não haja governo no LÃbano”, declarou Borrell.
A crise económica do LÃbano – desencadeada por décadas de corrupção e má gestão – começou no final de 2019 e intensificou-se nos últimos meses.
O Banco Mundial disse no inÃcio deste mês que a crise deve ser classificada como uma das piores que o mundo já viu em mais de 150 anos, acrescentando que a economia contraiu 20,3% em 2020 e deve encolher 9,5% este ano.
Nas últimas semanas, a forte crise económica agravou-se com nova depreciação da moeda local, cortes contÃnuos de energia e uma escassez significativa de produtos básicos como medicamentos e combustÃvel.
Durante sua visita oficial de dois dias ao paÃs mediterrânico, Borrell também se encontrará com Hariri, que de acordo com a imprensa local pode em breve renunciar devido à impossibilidade de chegar a um acordo com o Presidente libanês na lista de ministros que devem formar o novo gabinete.
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