
Bruxelas, 18 dez 2024 (Lusa) — A presidente da Comissão Europeia considerou hoje que, com o arranque de um “novo ciclo polÃtico”, é necessário incentivar os processos de adesão à União Europeia (UE), sendo insuficiente “deixar a porta aberta”.
“Foi a primeira cimeira deste novo ciclo polÃtico […], nos últimos anos o processo de adesão ganhou vitalidade”, disse Ursula von der Leyen, em conferência de imprensa conjunta com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, em Bruxelas (Bélgica), no final da quinta cimeira entre a UE e os paÃses dos Balcãs Ocidentais.
Na primeira cimeira de António Costa como presidente do Conselho Europeu, Ursula von der Leyen disse que a UE “precisa de se empenhar face a uma nova realidade”.
“Não é suficiente deixar apenas a porta aberta para os paÃses que queiram entrar, precisamos de os aproximar de nós”, sustentou.
Para isso, a UE vai “trabalhar em duas prioridades: a primeira é a adesão e a outra é a integração gradual no mercado único”, completou a presidente do executivo comunitário.
Ursula von der Leyen considerou que houve “progressos impressionantes no último ano” no que diz respeito ao processo de adesão dos paÃses dos Balcãs Ocidentais.
“O alargamento funciona, a História comprovou-o e, com cada vaga de adesão, a nossa União ficou mais forte”, advogou.
A presidente da Comissão Europeia alertou que a União Europeia “tem de se adaptar para acomodar uma famÃlia maior”, através de um “processo rigoroso”, baseado no mérito.
No entanto, “dada a situação geopolÃtica”, a UE “vai redobrar os esforços para apoiar” os paÃses que querem integrar o bloco comunitário.
A primeira cimeira presidida pelo novo presidente do Conselho Europeu, António Costa, juntou hoje em Bruxelas lÃderes da UE e dos Balcãs Ocidentais, que pretendem reforçar a parceria estratégica num contexto de tensões geopolÃticas.
No cargo há cerca de duas semanas, o ex-primeiro-ministro português António Costa argumentou que esta cimeira surge num contexto geopolÃtico que “exige que seja dado um novo impulso ao trabalho da União com os paÃses da região”.
Numa altura em que paÃses da região se encontram à espera há vários anos para entrar no bloco comunitário, esta reunião de alto nÃvel acontece um dia antes do também primeiro Conselho Europeu presidido por António Costa.
Os principais temas em debate são o reforço da integração entre a UE e os Balcãs Ocidentais através do plano de crescimento, o aprofundamento do compromisso polÃtico e estratégico em vários domÃnios, incluindo a polÃtica externa e de segurança, a construção de uma base económica para o futuro e atenuar o impacto da guerra na Ucrânia causada pela invasão russa e a cooperação na gestão da migração e na luta contra a corrupção e a criminalidade organizada.
No final da cimeira, será divulgada uma posição comum entre UE e Balcãs Ocidentais, com o texto a ser negociado do lado comunitário e subscrito pelo outro bloco, dado que o Kosovo não é reconhecido por alguns paÃses europeus.
Em 2013, a Croácia tornou-se o primeiro dos paÃses dos Balcãs Ocidentais a aderir à UE, enquanto a Albânia, a Bósnia-Herzegovina, o Montenegro, a Macedónia do Norte e a Sérvia têm oficialmente o estatuto de paÃses candidatos.
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