
Moscovo, 11 abr 2022 (Lusa) — A Rússia declarou hoje um alerta terrorista no norte da penÃnsula da Crimeia, anexada em 2014, e em outras quatro regiões do sul do paÃs, três das quais limÃtrofes da Ucrânia, que invadiu a 24 de fevereiro.
O nÃvel de alerta “amarelo” entrou em vigor à s 20:00 locais (18:00 em Lisboa) e permanecerá em vigor durante duas semanas, informaram as autoridades locais.
No caso das regiões vizinhas de Belgorod, Kursk e Voronezh, fronteiriças à Ucrânia e que acolheram numerosos refugiados, o estado de alerta vai afetar todo o território.
O lÃder da Crimeia, Serguei Axionov, indicou que o alerta será aplicado no norte da penÃnsula, que limita a região ucraniana de Kherson, controlada pelo exército russo.
Durante este perÃodo, as forças de segurança e os serviços secretos vão intensificar as suas patrulhas, enquanto se recomenda à população que seja “mais cautelosa” e que informe a polÃcia sobre a mÃnima suspeita.
Os cidadãos devem possuir sempre os documentos de intensificação e demonstrar compreensão face à atuação das forças de segurança.
O lÃder russófono de Donetsk, Denis Pushilin, anunciou hoje a intensificação da “operação de libertação” do Donbass, e confirmou que as suas milÃcias controlam o porto de Mariupol, no mar de Azov.
Por sua vez, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegurou que o seu paÃs está preparado para a ofensiva final do inimigo no leste do paÃs e exortou os paÃses ocidentais a enviaram o mais rapidamente possÃvel novo armamento para Kiev.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.842 civis, incluindo 148 crianças, e feriu 2.493, entre os quais 233 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vÃtimas civis ser muito maior.
A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,5 milhões para os paÃses vizinhos.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e polÃticas a Moscovo.
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