
Moscovo, 02 mar 2022 (Lusa) — O vice-primeiro-ministro russo, Yuri Borisov, admitiu hoje que é difÃcil antever a “magnitude e profundidade” dos danos das sanções ocidentais contra a economia russa, em retaliação pela invasão da Ucrânia.
“A magnitude total e a profundidade das sanções atuais contra a economia russa são difÃceis de prever”, disse Borisov, durante uma reunião com altos funcionários do setor de Defesa, citado pela assessoria de imprensa do gabinete do vice-primeiro-ministro.
Borisov sublinhou ainda que a Rússia tem conseguido resultados significativos na redução da sua dependência das importações, “que são sobretudo importantes no que diz respeito à defesa e segurança” do paÃs.
Borisov destacou que esta situação de conforto foi alcançada “graças à s medidas de recuperação financeira das empresas do setor de Defesa, adotadas pelo Governo nos últimos dois anos”.
Por sua vez, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, admitiu hoje que a economia russa está atualmente sob grande pressão.
“Naturalmente, a economia russa está sob grande pressão. Sofreu um duro golpe. Há uma reserva de solidez, há potencial, há planos. Está a funcionando com energia”, disse Peskov numa conferência de imprensa.
Na segunda-feira, Peskov tinha assegurando que a Rússia tinha capacidade para fazer frente à onda de sanções económicas que lhe foram impostas devido à “operação militar especial” lançada contra a Ucrânia.
“São sanções duras, causam problemas, mas a Rússia tem potencial suficiente para compensar os danos que estas (medidas) causam”, disse o porta-voz da Presidência russa, acrescentando que a prioridade do Governo era “minimizar as consequências” do problema.
“Não tivemos motivos para duvidar da eficácia e fiabilidade do nosso Banco Central, nem temos agora”, declarou Peskov.
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