
Odessa, Ucrânia, 03 abr 2022 (Lusa) — Uma refinaria na cidade ucraniana de Odessa, no sul do paÃs, foi atacada por mÃsseis russos na manhã de hoje, mas não há relato de vÃtimas, de acordo com os militares ucranianos.
O ataque de mÃsseis na manhã de hoje numa refinaria em Odessa não causou vÃtimas, até ao momento, segundo o coronel Vladislav Nazarov, do Comando de Operações Sul do Exército da Ucrânia.
Num vÃdeo transmitido pelo canal oficial da Câmara Municipal de Odessa na rede social Telegram, Nazarov indicou que o ataque ocorreu contra uma “infraestrutura crÃtica” da cidade.
Vários mÃsseis atingiram à s 06:00, horário local (04:00 em Lisboa) na refinaria na cidade ucraniana de Odessa, cujos tanques de combustÃvel estão em chamas.
Como a agência de notÃcias Efe pode verificar, os mÃsseis atingiram esta infraestrutura localizada no norte desta cidade estratégica nas margens do Mar Negro e junto ao seu porto, onde chega um oleoduto da Rússia.
As explosões (pelo menos seis de intensidade diferente) foram sentidas a quilómetros do local e três colunas de fumo negra subiram do complexo da refinaria, visÃveis de toda a cidade.
O coronel Nazarov explicou que os bombeiros estão no local a tentar controlar as chamas em vários tanques de combustÃvel onde, por vezes, ocorrem explosões quando o seu conteúdo incendeia.
Esta manhã, os alarmes antiaéreos soaram em Odessa em três ocasiões, uma delas coincidindo com o ataque à refinaria.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.325 civis, incluindo 120 crianças, e feriu 2.017, entre os quais 168 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vÃtimas civis ser muito maior.
A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em paÃses vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.
A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e polÃticas a Moscovo.
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