
Minsk, 10 fev 2022 (Lusa) — O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, mostrou-se hoje convencido de que não haverá uma guerra na Ucrânia, após o inÃcio de manobras militares conjuntas entre as forças bielorrussas e russas que despertaram receios em Kiev e junto da NATO.
“Estou convencido de que não haverá uma guerra ‘quente'”, disse Lukashenko, durante uma reunião do Governo bielorrusso.
As declarações de Lukashenko foram proferidas num momento em que se desenrolam manobras militares conjuntas entre a Rússia e a Bielorrússia para testar as capacidades de combate das forças de reação rápida.
O lÃder bielorrusso disse que, mesmo “se algum nazi maluco na Ucrânia criar uma provocação”, as forças do seu paÃs não entrarão em guerra.
“Não estamos sequer perto dessa guerra”, acrescentou Lukashenko, embora avisando que, em caso de conflito entre a Ucrânia e a Rússia, o seu paÃs ficará do lado russo, sublinhando os riscos da posição provocadora de Kiev e do Ocidente.
“A guerra não está a acontecer apenas nos ‘media’ de massas. Há também uma guerra económica contra nós”, frisou o lÃder bielorrusso.
Moscovo e Minsk têm defendido a “transparência” dos exercÃcios conjuntos, que não ultrapassariam os limites contemplados pelos acordos internacionais, enquanto acusam a NATO de ter mais do que duplicado as manobras militares, no ano passado, procurando ampliar a sua presença militar perto das fronteiras dos dois paÃses.
No primeiro dia dos exercÃcios militares conjuntos da Rússia e da Bielorrússia, os aviões de assalto Su-25SM, que geralmente estão colocados no Extremo Oriente, participaram em manobras de eliminação de hipotéticos alvos blindados inimigos no solo.
Durante os exercÃcios — em que participa o maior destacamento militar da Bielorrússia desde a Guerra Fria, segundo o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg – também serão ensaiadas as operações de defesa dos dois paÃses contra agressões externas, bem como ações antiterroristas.
Nos últimos dias, os Estados Unidos da América (EUA) denunciaram que a Rússia já mobilizou 5.000 soldados russos na fronteira entre a Ucrânia e a Bielorrússia e planeia aumentar esse número para 30.000.
Este movimento inclui a ativação de mÃsseis táticos Iskander, que as forças militares russas alegam serem capazes de superar o escudo antimÃsseis dos EUA.
O Kremlin (Presidência russa) defendeu a legitimidade dos exercÃcios militares na Bielorrússia, lembrando que os dois paÃses estão sujeitos a “ameaças sem precedentes”, tendo ainda garantido que as unidades russas voltarão à s suas localizações permanentes no final dos exercÃcios.
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