
Roma, 25 nov 2022 (Lusa) — O papa Francisco lamentou hoje todas as crianças mortas na Ucrânia e convidou Kiev a tomar “decisões com visão de futuro para a paz”, numa carta enviada ao povo ucraniano, nove meses após o inÃcio da guerra.
“Quantas crianças foram mortas, feridas ou órfãs, arrancadas das suas mães! (…) Como não sentir angústia por elas e por aqueles, jovens e velhos, que foram deportados. A dor das mães ucranianas é incalculável”, assinala o lÃder da Igreja Católica na carta publicada pela assessoria de imprensa do Vaticano.
“O dever de governar o paÃs em tempos trágicos e de tomar decisões com visão de futuro para a paz é de rigidez”, acrescenta.
O sumo pontÃfice escreve ainda que “chora” com todos os ucranianos “por cada pequenino que, por causa da guerra, perdeu a vida”.
“Agora estão no seio de Deus, veem a sua angústia e rezam para que acabe”, observou Francisco.
O papa, num outro ponto da carta, lembra também os jovens, que, “para defender bravamente” a pátria, tivera de colocar “as mãos nas armas em vez dos sonhos que cultivaram para o futuro”.
Em seguida, o chefe de Estado do Vaticano citou as mulheres que perderam os maridos e das idosas que foram lançadas para a “noite escura da guerra”.
No sábado, na BasÃlica de Santa Sofia, em Roma, será comemorado o Holodomor, a Grande Fome ordenada por Estaline que provocou milhões de mortes na Ucrânia Soviética entre 1932 e 1933.
O papa recordou na audiência geral de quarta-feira o genocÃdio de cerca de sete milhões de ucranianos, cazaques e caucasianos do norte.
Depois de o crime ter sido reconhecido pela ONU em 2003 e pelo Parlamento Europeu em 2008, o parlamento ucraniano definiu-o como genocÃdio e decidiu comemorá-lo oficialmente no quarto sábado de novembro.
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