
Bruxelas, 24 fev 2022 (Lusa) — O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, anunciou hoje a realização de uma cimeira de lÃderes da organização, por videoconferência, para sexta-feira, para os Aliados discutirem os próximos passos a dar face ao “ato brutal de guerra” lançado pela Rússia.
“A paz no nosso continente foi destruÃda. Temos agora uma guerra na Europa numa escala e tipo que pensávamos pertencer ao passado […]. Convoco uma cimeira virtual de lÃderes da NATO para amanhã [sexta-feira] para discutirmos o caminho em frente”, declarou Stoltenberg, numa conferência de imprensa no quartel-general da organização, em Bruxelas, após uma reunião do Conselho do Atlântico Norte.
O secretário-geral da Aliança adiantou ainda que, na reunião de urgência realizada hoje de manhã, o Conselho do Atlântico Norte — principal órgão de decisão polÃtica da NATO, ao nÃvel dos embaixadores dos paÃses membros — decidiu ativar os planos de defesa da Aliança.
“Este é um passo prudente e defensivo, para proteger as nações aliadas durante esta crise, e permitir-nos-á deslocar capacidades e forças, incluindo a força de resposta da NATO, para onde for necessário […]. A missão fundamental da NATO é proteger e defender todos os Aliados. Não deve haver espaço para qualquer erro de cálculo ou mal-entendido: um ataque a um será encarado como um ataque a todos”, advertiu.
A Rússia lançou hoje de madrugada uma ofensiva militar em território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que as autoridades ucranianas dizem ter provocado dezenas de mortos nas primeiras horas.
O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que o ataque responde a um “pedido de ajuda das autoridades das repúblicas de Donetsk e Lugansk”, no leste da Ucrânia, cuja independência reconheceu na segunda-feira, e visa a “desmilitarização e desnazificação” do paÃs vizinho.
O ataque foi de imediato condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU.
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