
Kiev, 23 nov 2022 (Lusa) — A Força Aérea ucraniana reivindicou hoje ter conseguido abater 51 dos 70 mÃsseis russos disparados e que provocaram falhas generalizadas nas principais infraestruturas de energia do paÃs.
“No total, foram disparados cerca de 70 mÃsseis de cruzeiro Kh-101/Kh-555 Kalibr. As forças de defesa aérea destruÃram 51 mÃsseis. Além disso, cinco ‘drones’ do tipo Lancet foram destruÃdos no sul do paÃs”, informou a Força Aérea da Ucrânia, na rede social Telegram.
O Ministério da Energia da Ucrânia já reconheceu que esta barragem de ataques russos provocou danos graves nas principais infraestruturas energéticas do paÃs, anunciando que milhões de pessoas ficaram sem acesso a eletricidade ou água.
O Ministério também informou que os ataques russos provocaram um ‘apagão’ temporário na maioria das centrais termoelétricas e hidroelétricas da Ucrânia, afetando o fornecimento de energia para várias regiões do paÃs.
A Rússia tem vindo a atacar a rede elétrica e outras instalações com mÃsseis e ‘drones’ há várias semanas, aparentemente com o objetivo de transformar o frio e a escuridão do inverno numa arma contra a Ucrânia.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para paÃses europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções polÃticas e económicas.
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