
Redação, 09 abr 2022 (Lusa) — A vice-primeira-ministra da Integração Europeia e Euro-Atlântica da Ucrânia, Olga Stefanishina, disse ter esperança de que o paÃs possa tornar-se candidato à adesão à União Europeia (UE) em junho.
“Esperamos que, na cimeira dos lÃderes da União Europeia em junho deste ano, a Ucrânia se torne candidata à adesão, e que esse processo abra novos horizontes polÃticos para nós, mas acima de tudo, horizontes financeiros”, disse, segundo a agência de notÃcias Interfax.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu na sexta-feira ao Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a concretização de um relatório “em semanas” sobre a candidatura do paÃs de adesão à UE.
“Este é um passo importante para chegar à UE”, disse Von der Leyen a Zelensky quando lhe entregava o documento com as perguntas que terão de ser respondidas por Kiev, passo necessário para o inÃcio do processo.
A chefe do executivo comunitário garantiu ao chefe de Estado ucraniano que a análise da candidatura por parte da Comissão “não vai ser, como sempre, uma questão de anos, mas antes de semanas”.
Iniciativas semelhantes de paÃses dos Balcãs ocidentais tiveram de esperar, no mÃnimo, meses para o inÃcio do mecanismo após o seu pedido de adesão.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.626 civis, incluindo 132 crianças, e feriu 2.267, entre os quais 197 menores, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vÃtimas civis ser muito maior.
A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,3 milhões para os paÃses vizinhos.
Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e polÃticas a Moscovo.
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