
Tóquio, 15 mar 2022 (Lusa) – O Japão anunciou hoje que vai impor sanções adicionais à Rússia, com o bloqueio dos bens de mais 17 cidadãos russos, sobretudo deputados, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros nipónico.
“É necessário impor sanções mais fortes para que a invasão termine o mais rapidamente possÃvel”, disse o porta-voz do governo Hirokazu Matsuno, em conferência de imprensa, no final de uma reunião do executivo.
“Continuaremos a cooperar com a comunidade internacional”, disse, sobre as medidas, que estão a ser tomadas “em coordenação com os paÃses do G7 [Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido]”.
Os 17 cidadãos russos sancionados incluem 11 membros da Duma (câmara baixa do parlamento russo) e o magnata Viktor Vekselberg, presidente do conglomerado energético russo Renova, bem como cinco familiares do bilionário Yuri Kovalchuk, um dos principais acionistas do Banco Rossia e conhecido como o “banqueiro de Putin”.
Kovalchuk já tinha sido incluÃdo nas sanções das autoridades japonesas, elevando para 61 o número de cidadãos russos cujos bens foram congelados.
Estas sanções contra a Rússia vêm juntar-se à s aprovadas há uma semana pelo Governo japonês, que bloqueou os bens de mais 30 responsáveis e empresários, e proibiu a exportação de maquinaria para a indústria petrolÃfera russa.
Desde o inÃcio da invasão da Ucrânia, o Japão impôs sanções a cidadãos russos, incluindo o Presidente russo, Vladimir Putin, bem como a 12 bielorrussos, entre os quais o chefe de Estado, Alexander Lukashenko.
As autoridades financeiras do Japão também ordenaram que as trocas de divisas criptográficas baseadas no Japão bloqueassem transações envolvendo indivÃduos ou entidades sujeitos à s sanções contra a Rússia e a Bielorrússia.
O Japão, tal como outros paÃses do G7 e a UE, tem aplicado sucessivas rondas de sanções contra a Rússia desde o inÃcio do conflito, incluindo a exclusão dos bancos russos do sistema Swift e um veto à exportação de semicondutores e outras tecnologias com potencial militar.
A Rússia lançou a 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já causou pelo menos 564 mortos e mais de 982 feridos entre a população civil e provocou a fuga de cerca de 4,5 milhões de pessoas, entre as quais 2,5 milhões para os paÃses vizinhos, segundo os mais recentes dados da ONU.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.
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