
Redação, 09 set 2022 (Lusa) — O ministro da Justiça ucraniano, Denys Maliuska, disse, numa entrevista publicada hoje, que o paÃs vai exigir à Rússia mais de 300 mil milhões de euros em indemnizações pela invasão da Ucrânia.
“O nosso objetivo é chegar a uma resolução numa sessão especial da Assembleia Geral da ONU, em outubro, que lançará as bases para um mecanismo internacional de indemnização”, disse o governante numa entrevista ao diário alemão Waz.
“Queremos uma compensação por todos os danos que a Rússia causou na Ucrânia através da sua guerra de agressão. Os danos diretos causados pela destruição de infraestruturas, edifÃcios residenciais ou indústria ascendem a mais de 300 mil milhões de euros”, disse Maliuska.
O ministrou também mencionou “danos ambientais” bem como “danos pessoais infligidos à s vÃtimas de guerra”, que considerou incalculáveis.
“Assumimos que centenas de milhares de pessoas tenham morrido por causa da guerra. Os familiares têm direito a uma indemnização”, disse Maliuska.
O ministro disse já ter pedido o acesso à s reservas do banco central russo congeladas pelos paÃses do G7.
Maliuska salientou ainda que os ativos de empresas estatais russas, como a Gazprom ou a Rosneft, “devem fluir para este fundo”, bem como o dinheiro das contas dos oligarcas russos e dos seus ativos no estrangeiro, alvo de sanções internacionais.
A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de quase 13 milhões de pessoas — mais de seis milhões de deslocados internos e quase sete milhões para os paÃses vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
A invasão russa — justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia – foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções em todos os setores, da banca à energia e ao desporto.
Na guerra, a ONU apresentou como confirmados 5.587 civis mortos e 7.890 feridos, sublinhando que os números reais são muito superiores e só serão conhecidos no final do conflito.
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