
Kiev, 10 fev 2023 (Lusa) – A Ucrânia afirmou ter intercetado 61 dos 71 mÃsseis disparados hoje pela Rússia contra o seu território, acrescentando que também abateu cinco ‘drones’ (aeronaves não tripuladas) de fabrico iraniano utilizados pelas forças de Moscovo.
“O inimigo [Rússia] disparou 71 mÃsseis Kh-101, Kh-555 e mÃsseis de cruzeiro Kalibr (…). As forças de defesa anti-aérea destruÃram 61 mÃsseis”, disse a Força Aérea da Ucrânia em comunicado.
De acordo com fontes militares ucranianas, o ataque russo atingiu várias infraestruturas essenciais ligadas ao setor energético em vários pontos do paÃs.
Hoje de manhã, as autoridades ucranianas indicaram que o ataque tinha atingido, em particular, as regiões de Kharkiv (nordeste) e de Zaporijia (sul).
Também em Kiev foram sentidas várias explosões, de acordo com os jornalistas da agência France-Presse (AFP) na capital ucraniana.
Após ter sido acionado o alarme de bombardeamento, a população civil da capital procurou refúgio nos corredores do metropolitano da cidade.
Até ao momento não há informações sobre eventuais vÃtimas do ataque “de grande escala” com mÃsseis da Rússia contra o território ucraniano.
Paralelamente, a Moldova denunciou a violação do espaço aéreo do paÃs, que faz fronteira com a Ucrânia.
Segundo o Governo de Chisinau, dois mÃsseis lançados pela Rússia do Mar Negro cruzaram o espaço aéreo da Moldova antes de entrarem na Ucrânia.
Segundo Kiev, a mesma situação ocorreu na Roménia, mas o Governo de Bucareste não confirma a passagem de mÃsseis russos sobre o paÃs.
O ataque russo de hoje ocorre um dia depois do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter estado em Bruxelas e ter marcado presença no Parlamento Europeu e num Conselho Europeu extraordinário.
Antes da capital belga, onde pediu mais sanções contra a Rússia e mais armamento aos aliados ocidentais, Zelensky esteve no Reino Unido e em Paris.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro do ano passado, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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