
Cracóvia, Polónia, 20 fev 2026 (Lusa) — A França, a Alemanha, a Itália, a Polónia e o Reino Unido defenderam hoje, numa declaração conjunta, que qualquer acordo de paz entre Kiev e Moscovo deve contemplar garantias de segurança robustas para a Ucrânia.
A declaração foi divulgada no final de uma reunião em Cracóvia, no sul da Polónia, dos ministros e vice-ministros da Defesa dos cinco países, em que o ministro ucraniano Mykhailo Fedorov participou por videoconferência.
“Assegurar a soberania e a segurança a longo prazo da Ucrânia deve ser parte integrante de um acordo de paz, e qualquer solução deve ser apoiada por garantias de segurança robustas para a Ucrânia”, afirmaram.
O grupo considerou que “a primeira garantia de segurança para uma Ucrânia em paz” passa por o país ter forças armadas fortes, algo que a Rússia pretende evitar com a exigência da redução dos efetivos militares ucranianos.
A ministra da Defesa francesa, Catherine Vautrin, defendeu numa conferência de imprensa que a segurança da Europa depende do “estabelecimento de uma paz duradoura baseada no respeito pela soberania e integridade territorial da Ucrânia”.
“Um cessar-fogo ou um acordo de paz nunca deve ser o prelúdio para uma nova agressão”, afirmou, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).
Quase quatro anos após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, realizaram-se esta semana novas conversações entre Moscovo, Kiev e Washington, qualificadas como difíceis por ambas as partes e que terminaram sem progressos tangíveis.
“Estamos profundamente convencidos de que apenas uma pressão máxima exercida pelas sanções, as medidas contra a frota fantasma [russa] e os sucessos ucranianos no campo de batalha podem convencer Putin a recuar”, declarou o ministro alemão Boris Pistorius.
Os cinco países reunidos em Cracóvia fazem parte da “coligação de voluntários”, composta essencialmente por aliados europeus de Kiev.
Além de garantias jurídicas e políticas, alguns países mostram-se dispostos a participar numa força multinacional após a entrada em vigor de um cessar-fogo, com o objetivo de dissuasão face ao risco de novos ataques russos.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou já que vários milhares de soldados franceses poderão participar no que apelidou de “força de tranquilização” na Ucrânia.
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